• ROGÉRIO TORRES NUNES

A aposta da Disney na pulseira mágica de US $ 1 bilhão | Parte 2



Walt Disney fez um empréstimo do seu próprio segura de vida para pagar o projeto original da Disneyland, e de acordo com amigos e familiares, ele nunca se pareceu tão feliz. Era a sua “sandbox”. "Você vai encontrar-se na terra do ontem, do amanhã e da fantasia", ele cantou em folhetos do parque. "Nada do presente existe." A expansão do império da Disney transformou em realidade a Disney World em 1971, e dentro desse mundo, Epcot era para ser o Experimental Prototype Community of Tomorrow. A Disney queria que as pessoas ao entrarem, vivenciassem tecnologias que o resto de nós mal podia imaginar. De certa forma, as MagicBands e sua plataforma on-line, MyMagicPlus, realizam esse sonho, mas não da maneira como ele imaginou. O design das bands ensinam os usuários, por si só, como elas funcionam. Os pontos de acesso têm um logotipo Mickey cercado que coincide com a das bands, mostrando que eles podem ser tocados em conjunto para o acesso. Matt Stroshane / a Disney

Parte do truque reside na maneira inteligente que a Disney ensina você a usá-los e, por extensão, como usar o parque. Isso começa quando você reserva seu bilhete on-line e escolhe seus passeios favoritos. Servidores da Disney processa suas preferências, então, ordenadamente, empacota-as acertivamente, em um itinerário calculado para manter a rota entre as paradas, e evitar um frustrante zig-zag pelo parque. Nas semanas antes de sua viagem, a pulseira chega pelo correio, gravado com seu nome, quase que dizendo “Sou sua. Experimente-me”. Para as crianças, o MagicBand é semelhante a um presente de Natal debaixo da árvore, perfumado com o tempero da antecipação. Para os pais, é um tipo modesto de superpotência que empunha o acesso ao parque.

Cada nova experiência com a tecnologia cutuca gentilmente nossas noções do que estamos confortáveis ​com ela.


Se você se inscrever com antecedência para o chamado "Magical Express", o MagicBand substitui todos os detalhes e dificuldades com o papel. Uma vez que você chega no Orlando. Express, pode embarcar em um translado para o parquevinculado, e fazer o check-in no hotel. Eles não ligam para sua bagagem, porque cada peça fica marcado em seu aeroporto de origem, de modo que possa seguir para o seu hotel, em seguida, seu quarto. Uma vez que você chega no parque, não há bilhetes para entregar. Basta tocar o seu MagicBand no portão para ter acesso aos passeios que você já reservou. Se você optou pela web, o MagicBand é a única coisa que você precisa.

É incrível a quantidade de aplicações que a Disney projetou: Não há nenhuma necessidade de alugar um carro ou perder tempo na esteira de bagagens. Você não precisa carregar dinheiro, porque o MagicBand está ligada ao seu cartão de crédito. Você não precisa esperar em longas filas. Você não precisa nem ter o trabalho de pegar sua carteira quando seu filho pega um Olaf recheado.

Esta é apenas o que a experiência parece para você, o visitante. Para a Disney, os MagicBands, os milhares de sensores que conversam, e os 100 sistemas ligados entre si para criar o MyMagicPlus, e transformar o parque em um computador gigante com dados em tempo real sobre onde estão os visitantes, onde estão indo, o que eles querem. Isto tudo é feito para antecipar os desejos.

É exatamente isto que a Apple, Facebook, Google estão tentando construir. A Disney World não é apenas uma aplicação ou um telefone, é ambos em visão idealizada da vida segura e auto-suficiente em um globo de neve. A Disney está, assim, pendindo permissão para explorar serviços que podem parecer invasivo em qualquer outro lugar. Portanto, esse é o truque: cada nova experiência com a tecnologia tende a elevar suavemente nossas noções de conforto com ela.

Fonte: Wired

Continua na próxima edição


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